Renda cresceu mais entre os mais ricos, constata IBGE

Dinheiro: os empregados pertencentes à classe dos 10% de rendimentos mais elevados viram a média de renda real subir 6,4% (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 1.681,00, valor 5,7% superior à média do rendimento apurado em 2012 (R$ 1.590,00), mas cresceu mais fortemente entre os mais ricos, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por causa disso, o processo de redução da desigualdade de renda parou desde 2011.

"Para o Índice de Gini melhorar, a gente precisaria que as pessoas que fazem parte das camadas mais pobres passassem a ter aumentos superiores às populações que fazem parte dos mais ricos. Não é o que a gente está observando", afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

Isso ocorreu na década passada. Desde 2005, a renda média mensal tem aumento real todos os anos, mesmo nos anos de baixo crescimento econômico, como 2009 e 2012. Nesse processo, o rendimento dos que ganham menos avançou mais rapidamente, mas o quadro mudou em 2012 e 2013.

Ano passado, o rendimento médio real dos 10% mais pobres ficou em R$ 235,00, 3,5% maior do que o verificado em 2012. Por outro lado, os empregados pertencentes à classe dos 10% de rendimentos mais elevados viram a média de renda real subir 6,4%, para R$ 6.930,00, acima da taxa para o total dos trabalhadores.

Maria Lucia, do IBGE, evitou citar explicações para esse descompasso, mas recomendou atenção aos reajustes do salário mínimo. "Como estamos falando de rendimento de trabalho, a gente tem que olhar como foi a variação do salário mínimo", disse.

Para a economista Sônia Rocha, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), pode estar havendo elevação dos salários dos trabalhadores mais qualificados por conta da escassez de mão-de-obra de maior qualidade.

Como há poucos profissionais qualificados no mercado, as empresas são obrigadas a pagar altos salários para atraí-los. "É possível que esteja havendo de novo um ´prêmio´ salarial associado à escassez de mão de obra qualificada", disse Sônia.

Fonte: Estadão Conteúdo / Miséria

Mais de 85% das casas têm água encanada, diz IBGE

Total de domicílios com serviços básicos alcançou, em 2013, cerca de 65,1 milhões (Foto: Reprodução/adsoftheworldvideos)
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2013, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em relação ao item serviçosbásicos, houve um aumento de 2,1% no número de domicílios particulares permanentes.

O total de domicílios alcançou, em 2013, cerca de 65,1 milhões. O número aponta para continuidade de alta em comparação ao ano anterior. Por regiões, o maior crescimento percentual foi registrado no Norte (3,2 %) e Centro-Oeste (2,9 %), enquanto o Sudeste teve a menor expansão (1,5%).

O IBGE destacou, porém, que em termos absolutos, as regiões Sudeste e Nordeste apresentaram maior aumento, com 431,3 mil unidades e 381,6 mil, respectivamente. Do universo de domicílios ocupados em 2013, 74,5%, eram próprios, e 17,9% eram alugados.

Cresceu 2% em 2013 o número de residências com abastecimento de água. Com isso, 1,1 milhão de unidades passaram a ser atendidas pela rede. Cerca de 85,3% das habitações existentes no país, equivalente a 55,6 milhões, tinham água encanada no ano passado. O maior aumento foi observado na Região Sul, de 87,1% para 88,5%. Já a Região Centro-Oeste teve a maior redução, de 86% para 84,6%.

A pesquisa revela que o total de domicílios com coleta de esgoto e fossa séptica chegou a 41,9 milhões no ano passado, aumentando de 63,3% para 64,3%. A maior cobertura permaneceu com o Sudeste (88,7%), enquanto a menor (19,3%) foi registrada no Norte. Todas as regiões apresentaram avanços, salientou o IBGE. Os mais significativos ocorreram no Sul (8,4 %), no Norte (8,3 %) e no Centro-Oeste (7,1 %).

Na coleta de lixo, as casas atendidas subiram 3,2 % em 2013, em comparação ao ano anterior, passando de 56,6 milhões para 58,4 milhões. Foram beneficiados 89,8% de habitações. Em 2012, o índice era 88,8%. A maior expansão foi observada no Nordeste (5,1 %). De acordo com o IBGE, o Sudeste manteve a liderança na oferta do serviço, com 96,3% de casas atendidas. O Norte e o Nordeste, em contrapartida, se mantiveram com as menores proporções de domicílios atendidos (78,8% e 78,5%, respectivamente).

Comparando o acesso a serviços básicos em 2013 em relação a 2001, o IBGE constatou que o crescimento da proporção de unidades atendidas foi 5,3 pontos percentuais, no caso de abastecimento de água; 10,9 pontos percentuais, para rede de esgoto sanitário e fossa séptica; 7,7 pontos percentuais, para coleta de lixo.

Sobre energia elétrica, a pesquisa apurou crescimento de 2,1 pontos percentuais, com o total de 99,6% de domicílios atendidos. Excetuando o Norte (97,7%), as demais regiões registraram percentual acima de 99%. Sul e Sudeste superaram a média nacional, alcançando 99,9% cada.

A Pnad registra alta de 3,8 % no número de residências com acesso a algum tipo de telefone de 2012 a 2013, o que corresponde a 92,7%. Abaixo da média nacional, se mantêm o Nordeste (86,8%) e o Norte (86,2%). A pesquisa verificou ainda que mais casas têm somente celular, enquanto diminui a quantidade somente com telefonia fixa: 34,6 milhões de unidades tinham apenas telefone móvel (aumento de 5,6 %), em 2013, enquanto o acesso só à telefonia fixa caiu na mesma proporção (5,6 %), somando no ano passado 1,8 milhão de domicílios.

A maior expansão de acesso a celular foi observada na Região Centro-Oeste (8,4 %), atingindo 62% das unidades residenciais.

Comparativamente a 2001, a pesquisa revela aumento de 58,9% para 93,3% na quantidade de domicílios em que pelo menos uma pessoa tinha acesso ao serviço de telefonia móvel ou fixo no ano passado. No período 2001/2013, houve, porém, queda de 25,1 pontos percentuais no número de unidades com apenas telefone fixo convencional, enquanto subiu em 45,3 pontos percentuais a quantidade de domicílios com somente telefone móvel. A pesquisa apurou ainda que 75,5% da população residente no Brasil, em 2013, tinham celular para uso pessoal.

Fonte: Agência Brasil / Miséria

Programas farão monitoramento de medicamentos e produtos

Inicialmente, o Proveme analisará amostras dos medicamentos do Aqui Tem Farmácia Popular e Farmácia Popular (Foto: Stock.xchng/forwardcom)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou hoje (18) dois programas de monitoramento da qualidade de medicamentos e produtos para saúde no Brasil.

O Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) e o projeto Monitoramento de Materiais de Uso em Saúde Comercializados no Brasil foram desenvolvidos em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Inicialmente, o Proveme analisará amostras dos medicamentos do Aqui Tem Farmácia Popular e Farmácia Popular. Também serão analisados os notificados, os mais vendidos por unidades e os mais vendidos por faturamento. A estimativa é analisar 5 mil amostras em 18 meses. Os laboratórios serão remunerados por cada laudo apresentado.

Os laboratórios parceiros do Proveme são o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), 14 unidades do Laboratório Central de Saúde Pública nos estados e potenciais laboratórios de universidades.

O Programa Farmácia Popular do Brasil está presente em 4.192 municípios brasileiros, com 29.654 farmácias credenciadas e 546 unidades próprias.

O segundo projeto monitorará produtos para saúde disponíveis no mercado, tais como implantes ortopédicos, implantes de mama e equipamentos. O objetivo é analisar 3 mil produtos em 36 meses. Entre os parceiros, laboratórios das universidades federais de Campina Grande, de Santa Catarina e de São Carlos, além do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e os serviços nacionais de Aprendizagem Industrial da Bahia e do Rio Grande do Sul.

As informações geradas pelos dois projetos serão registradas no Sistema de Gerenciamento de Amostras (SGAWeb), também lançado nesta quinta-feira. Nele, os laboratórios poderão registrar amostras recebidas, resultados de análises e laudos analíticos.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2011 pelo INCQS, em parceria com a Anvisa. A intenção é que o SGAWeb seja utilizado por todos os laboratórios da rede de vigilância sanitária, incluindo os laboratórios centrais, regionais, municipais e a rede credenciada. “Se dois ou três laboratórios analisarem amostras de lotes diferentes de produtos, a informação estará organizada dentro do sistema. Isso mudará o padrão de análise e terá grande valor para o sistema de vigilância nas áreas de pesquisa e de intervenção sanitária”, disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

A Anvisa também inaugurou hoje o Centro de Gerenciamento de Informações sobre Emergências em Vigilância Sanitária (eVISA). Nova unidade da agência, o centro será responsável pela organização dos processos de captação, monitoramento e resposta a emergências em vigilância sanitária.

“A situação mais significativa nos últimos meses foi o acidente com a aplicação de agrotóxico em Rio Verde (GO), que acabou caindo em uma escola rural. É exemplo que precisa ser rapidamente compreendido, assim como as ações desencadeadas. Por isso, é fundamental termos uma unidade dentro da Anvisa com essa finalidade”, disse Barbano.

O eVISA foi inspirado na concepção da Rede Global de Alerta e Resposta para Emergências em Saúde Pública, constituída por centros instalados em vários países e na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, além de avançar na agenda de proteção do cidadão e regulação do setor, as iniciativas apresentadas são importantes para a vigilância sanitária, principalmente para consolidação de um complexo industrial de saúde.

“São ferramentas importantíssimas na modernização dos processos administrativos. Essa é a agenda que o Brasil espera da Anvisa, das secretarias, das universidades, dos laboratórios, de toda a rede comprometida com a agilização dos procedimentos, com a incorporação tecnológica, a concessão de registros e com o monitoramento. Podemos ganhar a agilidade que o Brasil precisa para competir e gerar empregos”, acrescentou Chioro.

Fonte: Agência Brasil / Miséria

Governo amplia programa Minha Casa Minha Vida em 350 mil unidades

O governo anunciou nesta quarta-feira uma ampliação do Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a inclusão de 350 mil novas unidades habitacionais no programa. A meta do MCMV era a contratação de 2,75 milhões de imóveis até o final de 2014. Agora, o número total subiu para 3,1 milhões, sendo que as 350 mil novas unidades só poderão ser contratadas no primeiro semestre de 2015.

O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, depois de uma reunião com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins. Esse foi o segundo afago da equipe econômica no setor produtivo esta semana e ocorre a apenas 18 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira, Mantega anunciou uma redução da tributação sobre o lucro das empresas no exterior.

Outra bondade desta quarta-feira foi a prorrogação por mais quatro anos do Regime Especial de Tributação (RET), que reduz os tributos que incidem sobre os empreendimentos imobiliários do MCMV de 6% para 1%. Esse benefício acabaria no final de 2014.

O setor da construção civil vinha pedindo ao governo uma ampliação do Minha Casa Minha Vida alegando a meta de 2,75 milhões de unidades poderia ser atingida antes do fim do ano. Assim, haveria um hiato entre o fim do Minha Casa Minha Vida 2 e o início a terceira etapa do programa, que ainda precisa de regulamentação do governo. Assim, haveria o risco de uma desaceleração da atividade e uma onda de demissões.

Por isso, as empresas também pediam que o governo prorrogasse o Minha Casa Minha Vida 2 por seis meses, até junho de 2015. Com a nova medida, a segunda etapa do programa não será estendida, mas as unidades que serão contratadas em 2015 serão feitas nas mesmas condições da segunda etapa, mas já dentro do escopo do MCMV 3.

Fonte: O Globo.com / Miséria

Ceará é terceiro lugar no cenário nacional de trabalho com carteira assinada



De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado do Ceará gerou 9.517 novos postos de trabalho com carteira assinada em agosto, o que corresponde à elevação de 0,79% em relação ao mês anterior.

Em números absolutos, o estado ficou em terceiro lugar no cenário nacional, abaixo apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. “A região metropolitana de Fortaleza foi a que mais criou empregos (5.206), mas o interior do estado, com 2.913 vagas, obteve, em termos percentuais, o maior crescimento dentre os nove estados apurados”, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira, 17.

A expansão do emprego ocorreu principalmente nos setores de Serviços (3.686 postos), da Construção Civil (2.174 postos) e do Comércio (2.086 postos).

Em termos individuais, o setor de agropecuária foi o que apresentou maior crescimento, com a geração de 1.242 empregos formais, que representa um aumento de 4,79%.

Desempenho no estado é o melhor desde 2010

Tendo como referência o mês de agosto, o Ceará teve o melhor desempenho desde 2010. Em relação aos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 4,18% no nível de emprego no estado, resultando em 48.682 novos postos de trabalho, o melhor resultado para a região Nordeste, com quase 12.000 postos criado a mais que o estado que aparece em segundo lugar.

Para o superintendente do Trabalho no Ceará, Francisco Ibiapina, “a perspectiva é que a geração de empregos se mantenha positiva nos próximos meses, considerando que a indústria, comércio e serviços tendem a contratar mais trabalhadores em razão das festas de final de ano.”

Fonte: Portal Brasil / Miséria

Campanha no CE alerta sobre Mal de Alzheimer

Cerca de 60% dos idosos no Ceará sofrem de Mal de Alzheimer, segundo a Abraz-CE. A doença neurológica é degenerativa, progressiva e irreversível (Foto: Diário do Nordeste)
Uma doença cada vez mais presente, o Mal de Alzheimer atinge, em sua maioria, idosos. Com o envelhecimento da população, a enfermidade ganha espaço, mas ainda não se sabe ao certo os motivos do seu desenvolvimento. Por ocasião do dia mundial desta patologia, no próximo domingo (21), a Associação Brasileira de Alzheimer - Regional Ceará (Abraz-CE) preparou uma programação de quatro dias para sensibilizar a população, entidades públicas e privadas de saúde e profissionais da área sobre o problema.

Do dia 18 a 21, serão ministrados cursos e fóruns. As abordagens vão desde o diagnóstico da doença, fases, tratamento e prevenção. Com o tema "Demência: podemos reduzir o risco?", a Abraz-CE também realiza a II Caminhada da Memória, no próximo domingo, às 8h, na Avenida Beira-Mar. "O intuito é promover eventos para chamar atenção sobre a doença. Os cursos serão para cuidadores dos enfermos", revela a diretora científica da Abraz-CE, Elcyana Bezerra.

Ela também assegura que o movimento tem o objetivo de reivindicar os direitos dos cidadãos portadores da doença. "Queremos chamar atenção para esse mal, não podemos deixar que essas pessoas fiquem sem assistência adequada para minimizar os efeitos da enfermidade. Esta é uma doença que não afeta somente o doente, mas toda a família", avalia.

Diagnóstico

De acordo com a Abraz-CE, cerca de 60% dos idosos no Ceará sofrem de Mal de Alzheimer, uma enfermidade neurológica degenerativa, progressiva e irreversível, que começa de forma insidiosa, e se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva, distúrbios de afeto e comportamento.

Nos estágios iniciais, é comum a perda de memória esporádica e dificuldades na aquisição de novas habilidades, evoluindo gradativamente com perdas cognitivas importantes, chegando a afetar seu desempenho nas atividades cotidianas.

O passo mais importante para minimizar os efeitos da doença é a identificação precoce. "O segundo é mostrar que não é mais um distúrbio de algumas famílias. Até pela questão do envelhecimento, o Alzheimer se tornou mais visível", afirma Elcyana.

Um em cada três casos de demência poderia ser evitado, segundo levantamento da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha. São considerados fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença diabetes, hipertensão na meia-idade, obesidade na meia-idade, sedentarismo, depressão e tabagismo.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria